sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Prólogo

Depois de várias experiências de quase morte, devidas a sucessivos corações partidos
eu cheguei a uma conclusão sobre o amor.O amor nada mais é que um grande engano, talvez  eu esteja  conclusivamente enganada , mas essa é a única conclusão aceitável a se ter sobre o amor.Mas quer saber? pro inferno as conclusões,  porque eu estou a ponto de me enganar outra vez.
Era um dia ensolarado normal na Escola West King Place,Exceto pelo corpo da meu melhor amigoque estava estendido no chão, circulado por fitas de isolamentos que identificam a cena do crime.
Aquela cena nunca saiu da minha mente , alunos e professores aglomeradas em volta , o sangue delae espalhado pelo chão,e meu grito preso na garganta, .O grito que ele nunca vai ouvir.As lágrimas tomaram meu rosto violentamente sem que eu pudesse contê-las , tinha que ser mentira tudo aquilo, eu me sentia em um pesadelo horrível, eu não consegui acreditar, e ainda hoje não acredito que perdi meu melhor amigo , meu confidente,o irmão que eu nunca tive e que nunca mais terei, meu tudo ,de forma tão estupidamente trágica.Marley estava morto,segundo os policiais , ele havia se jogado do quinto andar do prédio principal da escola Mas porquê ele fez isso? eu nunca saberei...e tudo que eu queria naquele momento de dor lancinante, era me jogar também,acompanhá-lo bem de perto, nunca deixá-lo,ficar com ele por toda eternidade, mas havia outros que eu também amava e que me amavam demais e que eu não podia  magoar dessa forma, seria muito cruel inflingir uma dor dessas a qualquer um deles.Ana e Kessy,Robert e Faby, meus outros melhores amigos, que agora estavam tão desolados quanto eu.E tinha também minha adorada família e...ele.William,meu namorado, meu anjo protetor,que me fazia sentir a mulher mais linda e amada do mundo, e que agora estava me dando um ombro macio pra chorar a morte do meu amigo.
Mas a vida tinha que continuar claro que não a vida do meu pobre amigo Marley, mas a minha vida estúpida e idiota tinha que continuar.De uma maneira ou de outra.

Seis semanas antes...
Tinha algo de sobrenatural naquele olhar, algo com a força gravitacional de um buraco negro, que arrastava meu olhar contra a vontade até ele.Olhos cor de mel, emoldurados por negros cílios,  olhos doces como a cor sugeriam que fossem, e com uma capacidade incrível de monopolizar cada gota de atenção que eu tinha,olhos expressamente probidos pra mim, especialmente com meu namorado bem do meu lado.
-Evana,quem é seu colega  no trabalho de inglês?
- O quê? que trabalho?
-Planeta terra chamando Evana.Você não tava aqui?A professora acaba de passar um trabalho de 50  linhas no mínimo.É em dupla.Quer fazer dupla comigo?-William disse isso usando todo o charme e poder hipnotizante de seu perfume e de sua boca vermelha,e de suas mãos que conheciam exatamente cada ponto fraco do meu corpo,dessa forma o pedido era quase coerção,fulminando imediatamente qualquer capacidade de negação que eu tivesse no momento.
-Dupla,com você? eu disse ainda sentada na minha carteira sem ter percebido ,que há quinze minutos o sinal  havia tocado.
-Sim , comigo disse ele por fim, terminando de anular minha capacidade de decisão colando os lábios dele nos meus.
-Então está bem, a gente se vê amanhã.
Vi um sorriso malicioso começando a se formar nos lábios do meu colega de trabalho, então ele confirmou minhas suspeitas sobre as segundas intenções do convite dele.
-Sua casa ou a minha?
-William...-Ele com seu sorriso capaz de derreter as calotas polares, me deu um beijo na testa e foi embora.Eu fiquei na porta da sala olhando ele.Era um dos garotos mais lindos da escola.Seu estilo rebelde encatava a todas as meninas seus olhos azuis profundos e misteriosos e seu cabelo revolto preto eram um convite-ou melhor uma intimação- a olhá-lo,era inevitável e hipnotizante.
Quando enfim me libertei do transe que era observar meu lindo namorado, vi que já era hora de ir pra casa e que eu estava atrasadíssima para um compromisso com Marley.
  Marley era um capítulo a parte da minha vida.Nunca imaginei que eu pudesse me dar tão bem com alguém ,em especial com alguém do sexo masculino,ele era tudo que eu procurava em uma amiga, e com o benefício de não ter interesse em transformar minha aparência.Todas a amigas que eu tinha queriam mais que tudo que eu abandonasse meus coturnos e meias rasgadas e que eu cortasse e mudasse a cor do meu cabelo preto longo com mechas azuis.Quando elas viam que eu era imutavelmente assim, elas desistiam de mim.
-Oi Miss Drácula!
-Mais uma palavra Marley e você vai sentir a fúria do meu gancho de esquerda!-Eu o surpreendi com uma tentativa lástimável de dar-lhe um gancho de esquerda, e ele caiu na risada segurando meu minúsculo punho com apenas uma das mãos,eu não resisti e desatei a rir também.
Era sempre assim e brincadeiras a parte, Marley era a pessoa mais legal que eu conhecia,mas pouco legal eram as milhares de atividades que a gente tinha que resolver.E que estavam 99% delas atrasadas.
-Então,vamos começar com a sessão de tortura?
-Como queira, mas fique você sabendo que não vou te dar nenhuma cola.
-Até parece que você sabe mais que eu Vana,você é que vai ter que implorar por minhas respostas.
-Ah é? e se eu te der duas entradas para o show do Red Hot Chilli Peppers?
-Vana eu não sabia que você tinha um poder de persuasão tão forte.
E nós caímos na risada como sempre. 


Sempre era ótimo estar na companhia de Marley, mesmo se uma pilha de cadernos estivesse em nossa companhia.
-Terminou?
-O quê se eu nem comecei?
-Tá brincando?
-Sério, olha aqui.
-Vana...
-Quê? vai me dizer que virou aluno modelo agora?
-Olha Miss Drácula, eu odeio fazer lição tanto quanto você mas é o semestre final e a gente não fez absolutamente nada na escola semestre passado, então se por um milagre divino você quiser passar de ano vamos resolver essa droga de lição.
-É a gente precisa mesmo de um  milagre divino pra passar.
-Sabe Vana, a única aula que eu gosto mesmo, de verdade, é a aula de música.
-Com certeza, é a única que você sabe alguma coisa.-Eu disse dando um tapinha na  aba do boné preto dele e antes que ele pudesse revidar o ataque, meu celular tocou sobressaltando-nos.
-Alô?Oi Will!- Ao ver minha cara  de perdidamente apaixonada Marley fez uma imitação tosca mas muito engraçada de um cupido com arco e flecha.
-Tá bem, só vou terminar de fazer a droga da lição.
-Eu sei que nunca faço a lição, mas minha mãe falou que ia me pôr pra fora de casa se eu não passasse de ano.
-Ok. Até logo.Eu também.
-Era o Conde Drácula?
-Era.E o nome dele é William. A gente vai ter que marcar outro dia pra terminar isso - apontei a pilha imensa de livros.
-Você tá me dando o fora pra sair com o Drácula? - Ele fez a melhor cara de ultraje que tinha - Isso não é nada bom.
-Marley!! por favor!
- E nossa amizade? foi achada na lata do lixo? - ele disse,com um começo de um sorriso surgindo nos lábios ao ver meu biquinho.
-Tá bem. Dessa vez passa.Próxima terça tá,e vê se não me dá um bolo.
Ele disse isso, recolheu suas coisas, e se dirigiu para a porta.
Entre muitas implicações da minha mãe estavam as três maiores:meu melhor amigo, meu namorado e minha tatuagem.Minha tatuagem em especial.Eu a tinha feito há dois anos atrás quando tinha apenas quinze anos, esse foi o meu primeiro ato de rebeldia, e no entanto era o último resquício de delicadeza que sobrava em meu corpo,toda a delicadeza das maquiagens rosas e roupas com babadinhos foram substituidas pelo estilo punk e pela sombra preta . O desenho era uma borboleta azul,que deixava uma  voluptuosa trilha  de cinco flores  e alguns riscos  descrevendo um gracioso trajeto ,bem na curva de minha cintura ,subindo pelas costas onde o desenho pousava fragilmente em minha omoplata esquerda.Ninguém jamais  a vira porque ficava  escondida  debaixo das camadas de roupas que eu usava.

Não que as outras implicações fossem menores.Mas a minha tatuagem era o marco inicial da minha mudança radical.Ela sempre falou que tudo que eu fizesse não ia mudar a realidade.E eu só ia me decepcionar depois de um tempo.Mas eu sabia que não podia haver decepções maiores do que as que eu já tinha vivido,e eu não estou falando de simples probleminhas adolescentes ou faniquitos de uma menininha rebelde.
 Eu perdi meu pai.De uma forma trágica e estúpida a morte o levou de mim.
 Quando eu tinha  quinze anos, eu costumava ir a igreja onde meu pai era pastor.Ele era um homem compassivo,muito bondoso e sempre sabia a coisa certa a falar em qualquer situação,ele não me castigava por minhas insubordinações,não que eu fosse uma menina levada,mas como todo pré adolescente eu tinha minhas revoltas contra o mundo. Ele sentava, olhava-me nos olhos e perguntava se tinha sido correto.Ele falava-me muito que Deus deixava livre o caminho de Seus filhos,deixava-os livres para fazerem escolhas, e que ele sofria ao vê-los escolherem errado,e Ele jamais castigaria seus filhos,o sofrimento era apenas resultado de seus atos.
 No ano de dois mil e cinco , meu pai descobriu que tinha um câncer,no pulmão em estado avançado.Ele sofreu dores terríveis dia e noite, durante  oito meses.E tudo que ele dizia era que aquela era a vontade do Criador.
 Era dilacerante vê-lo definhar em um leito de hospital.Meu papai, o rei do meu castelo,meu melhor amigo, morrendo aos poucos, por uma obra do Criador, aquilo tudo era demais para mim, eu orava fervorosamente todos os dias, pedindo a Deus que recontituísse a saúde do meu pai,no entanto via o efeito reverso nele.Ele piorava visivelmente todo dia, e eu via aos poucos a alegria de viver deixá-lo, embora ele não tivesse deixado de falar de Deus um só dia de sua vida.
 Um dia o hospital ligou para mamãe,e falou que poderíamos levá-lo para casa.Eu fiquei em extase de felicidade achei que ele tinha melhorado a ponto de poder vir pra casa, mas a verdade era que o liberaram para morrer em casa.
Então ele morreu, na tarde mais linda da primavera de dois mil e seis.Antes de morrer ele leu um texto bhíblico muito conhecido por nós dois:


             " O amor tudo sofre, tudo espera e tudo suporta"
 E então eu vi a luz deixar seus olhos.Foi um  instante interminável, uma dor excruciante ver o meu maior herói desfalecido, inerte,seguando minhas mãos débilmente, e me abandonando.
 Tudo que eu pude fazer foi correr.Saí porta afora com lágrimas queimando meu rosto ,deixando marcas no meu coração.Eu saí, e não sabia pra onde ir nem quando voltar.

Capítulo 2 -> Fugindo Do Mundo

 

Eu não sabia onde estava indo, as lágrimas embaçavam minha visão e eu não pensava direito.Virei duas esquinas antes que minha mãe desistisse de gritar.Eu entendi aonde meu subconsciente me levava quando virei a terceira esquina e cheguei ao cruzamento: eu estava indo para o Templo Central.
 Eu não sabia porque ou de que eu estava fugindo,estava tudo acabado,mas de uma coisa eu sabia: eu não aguentaria ficar nem um segundo ao lado do corpo lívido do meu paizinho.Era impossível aceitar que ele nunca mais sorriria pra mim,que seus braços ternos nunca mais me aconchegariam,e em pensar que o seus olhos cansados nunca mais prescrutariam minha expressão em busca de sinais de problemas, eu sentia-me sufocar.A tristeza era devastadora demais.Finalmente cheguei ao meu destino traçado subconscientemente.A irmã Meredith estava no jardim e a porta estava fechada,mas eu a abri a pontapés, tamanha era a indgnação que eu tinha contra Aquele que tinha permitido o sofrimento e a morte do meu amor maior, entrei na nave do templo vazio e desabei sobre o tremor das minhas pernas, a única coisa que eu queria fazer era gritar, e foi exatamente isso que fiz.
-PORQUE DEUS?PORQUE?Eu gritei para o teto e senti as minhas palavras reverberarem pela igreja vazia.Repentinamente senti uma mão suave como uma pluma pousar em meu ombro.
-Querida,Deus sabe todas as coisas, pode ser que você não entenda,mas foi chegada a hora do Pastor Dave, eu entendi que Ele reservou um lugar para seu pai lá no paraíso, seu pai entendeu também.
 Eu enxotei a mão do meu ombro e levantei , a minha fúria aumentando exponencialmente.
-A senhora acha que entende?A senhora não sabe o que é perder alguém! a senhora não sabe o que meu paizinho sofreu nesses últimos meses,a senhora não o viu sufocar com falta de ar, a senhora não  viu se contorcer de dor e ainda assim sorrir pra não preocupar a gente, a senhora não sabe de coisa alguma!agora vai agradecer a Deus por ter levado a pessoa mais importante da minha vida, porque eu nunca mais vou agradcer a Ele por nada,eu não consigo agradecer a um ser que permita que alguém como meu pai sofra o que sofreu.
  Quando saí bati a porta, pela qual eu nunca mais entraria, e uma revoada de borboletas multicores levantaram voo das flores, que muitas vezes meu pai cuidou junto comigo, e uma delas em especial me chamou a atenção, uma borboleta azul.Ela era exatamente igual a uma raríssima boboleta que eu e meu pai vimos naquele mesmo jardim.Ele sabia meu fascínio por borboletas, então ele me explicou, que não é preciso caçar as borboletas, o que é realmente nescessário é que se cuide do jardim para que elas venham até você.E foi esse flasback que  me encorajou a mudar radicalmente.Não sei o motivo de uma lembrança tão terna trazer uma idéia tão contrária, mas era isso eu ia começar com uma tatuagem, ou melhor eu já tinha começado virando as costas para Aquele que levou meu pai de mim.A tatuagem foi o segundo passo.



   Eu realmente não sabia o que fazer,para mim o mundo tinha acabado, a única coisa real, verdadeira,era a dor constante  e inalterável. Eu sabia que isso passaria, mas porque não passava? Porque não conseguia demover minha vida nem um centímetro daquele pesadelo terrível?Eu não sabia como lidar com aquilo.Eu só sabia de uma coisa: Eu tinha que voltar pra casa, mas não conseguia obrigar minhas pernas a darem um só passo nessa direção.Mas era preciso. Já era quase noite , e eu não havia notado, mas faziam horas desde que eu saíra em carreira desabalada de minha casa.Reuni as forças que eu não tinha mais e fui me preparar  para assistir ao tenebroso espetacúlo que meu pai seria protagonista e que eu não queria de forma alguma ser coadjuvante.
 Ao aproximar-me de casa vi a platéia que já se formava,centenas de expectadores haviam vindo prestar condolências a nossa família para depois sairmos juntos e assistir o funeral.Abri caminho em meio as muitas pessoas e vi  minha mãe chorando inconsolavelmente e corri ao seu abraço.

-Filha onde esteve?estava tão preocupada com você!
-Mãe ele se foi.Cadê ele?Eu o amo, por favor não o deixe partir.

   Minha mãe me abraçou forte e pediu calma. Eu sabia que ela estava tão abalada quanto eu, mas ela sabia o que fazer e eu não , e esse era nosso diferencial.
   É sempre assim , as pessoas não sabem lidar com sentimentos intensos. Então eles tranbordam de uma forma ou de outra.Os sentimentos de minha mãe , transbordaram em  forma de silenciosas lágrimas tristes. Os meus eu não sabia fazer tranbosrdar, e aquilo estava me desequilibrando. Eu desejei gritar, expulsar aquelas pessoas de minha casa. A  fisionomia de forçada tristeza delas me enojava. Elas estavam lá só por obrigação, para se passarem por boazinhas e aquilo era uma ofensa.
Eu gritei e me joguei contra o chão, a dor era maior que a minha capacidade de suportar, contradizendo assim uma passagem bíblica que repetidas vezes eu já havia lido: " O pai misericordioso jamais vos dará um fardo maior que a vossa capacidade de suportar ".Isso aumentou a minha dor, e me fez sentir mais abandonada do que nunca , uma vez que meu pai havia me dito que o Criador sempre cumpria suas promessas e nunca deixava seus filhos sozinhos, e naquele momento eu não conseguia sentir a mão de Deus acalentando minha dor.E foi exatamente aí que desacreditei da vida.
   Passados alguns dias a dor da perda ainda que constante , diminuía e com ela diminuía também minha fé. Me sentia como uma traidora. Estava traindo os princípios que meu pai havia me ensinado. Mas não era  da minha alçada, eu simplesmente não consegui evitar.
Os dias passaram e hoje sou isso que me tornei.Fria, rebelde, insensível e insensata.


Capítulo 3 ->

   Eu olhava ansiosamente para a porta da sala. Já tinha quase meia hora que William tinha ligado e a casa dele ficava só a duas quadras da minha, quando comecei a me preocupar a campainha toca. Levanto-me abro a porta  e...
- William! - Eu digo pulando em seu pescoço, dando-lhe um abraço sufocante e desequilibrando-lhe. Ele,apesar de não ter um porte físico de um  atleta, me segurou firmemente em seus braços, me ergueu do chão para alcançar seus lábios e me beijou. Primeiro lentamente, apaixonadamente , depois mais intensamente, com uma vontade louca e contagiante que me fazia querer  mais. Suas mãos que seguravam minha cintura firmemente para me manter a sua altura e junto de seu corpo, me baixaram lentamante e começaram a traçar caminhos em minhas costas e na minha barriga ,  fazendo-me arrepiar e sentir algo semelhante a uma experiência extra corpórea. 
-Chega William! -Eu sobressaltei-me ao ver como a gente estava gostando daquilo.E que " aquilo" poderia tornar-se "naquilo" .
-Tá bom , tá bom ! disse ele meio que em tom de protesto e resmungão, libertou-me de seu abraço e beijou ternamente o topo da minha cabeça. 
- O que você quer ? -Perguntei dirigindo-me já para a cozinha.
-Além de você? -Ele disse entre risadas- Nada, estou bem.
-Está bem. Então vou trazer o de sempre : pipoca e refrigerante.Que filme você trouxe?
-Noites de Tormenta - declarou ele com um sorriso que me fez duvidar muito.
-William Lionel , você está falando sério ? Um filme de romance ? Isso não faz o seu tipo.
-Nossa, então você está dizendo que eu não sou romântico? e as flores do seu aniversário ? E os poemas? e o chocolate em forma de coração? Nada disso conta ?
-Que flores? que poemas? e que chocolate em forma de coração?
Ele riu e disse - Ah! devo ter dado tudo isso para  minha outra namorada. - Quando fiz menção de pular em cima dele ele falou que estava brincando, mas mesmo assim ele não conseguiu se safar do meu pulo então caímos rolando pelo tapete da sala.



                                                                                                                                                              ~*~*~*~*                                                                      

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Eu realmente não sabia o que fazer,para mim o mundo tinha acabado, a única coisa real, verdadeira,era a dor constante  e inalterável. Eu sabia que isso passaria, mas porque não passava? Porque não conseguia demover minha vida nem um centímetro daquele pesadelo terrível?Eu não sabia como lidar com aquilo.Eu só sabia de uma coisa: Eu tinha que voltar pra casa, mas não conseguia obrigar minhas pernas a darem um só passo nessa direção.Mas era preciso. Já era quase noite , e eu não havia notado, mas faziam horas desde que eu saíra em carreira desabalada de minha casa.Reuni as forças que eu não tinha mais e fui me preparar  para assistir ao tenebroso espetacúlo que meu pai seria protagonista e que eu não queria de forma alguma ser coadjuvante.
 Ao aproximar-me de casa vi a platéia que já se formava,centenas de expectadores haviam vindo prestar condolências a nossa família para depois sairmos juntos e assistir o funeral.Abri caminho em meio as muitas pessoas e vi  minha mãe chorando inconsolavelmente e corri ao seu abraço.
-Filha onde esteve?estava tão preocupada com você!
-Mãe ele se foi.Cadê ele?Eu o amo, por favor não o deixe partir.
Minha mãe me abraçou forte e pediu calma. Eu sabia que ela estava tão abalada quanto eu, mas ela sabia o que fazer e eu não , e esse era nosso diferencial







sexta-feira, 29 de abril de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011




"Olhos ,ver-te mais uma vez,
Braços, permiti-vos um último abraço..
E lábios, vós que sois  a porta do hálito, selar este contrato com 
A morte exorbitante"
(William Shakespeare)